quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

E se de repente...


E… se de repente, no meio de uma loja
Eu me virasse para a minha piolha
E lhe oferecesse uma prenda…
Isso era… um IPOD

E se de repente ela me saltasse nos braços
Me apertando e olhasse nos olhos dizendo
És a melhor mamã do mundo
Isso era… FELICIDADE

Pois é… a minha princesinha fez 14 aninhos
E nada esperava como prenda
Mas, sem que ela imaginasse
Foi levada por engano
Até algo que sonhasse

E como que por encanto
E como que por magia
O tão desejado apareceu
Tal qual uma fantasia

Era vê-la bem feliz
Só faltou rir e cantar
Então deitou-se no meu ombro
Parecendo ir chorar

Chorar de carinho e alegria
Chorar de amor e gratidão
Mas para a felicidade ser completa
Faltava-lhe a presença do irmão!

E choramingou… e choramingou… e choramingou… e disse:
“O Tiago não diz nada!!!...
E o Nuno vai levar uma estalada!”

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Outono da minha vida


Provavelmente iniciar-se-á hoje uma nova fase da minha vida, vida essa que tentarei que corra da melhor forma e se, por algum motivo, eu vier um dia a “ir abaixo” espero de imediato conseguir “levantar-me” pois a caminhada irá ser íngreme e, com certeza, de difícil acesso.

Acima de tudo gostaria poder fazê-lo de cabeça levantada e, de preferência, sem olhar muito atrás, embora reconheça a dificuldade que daí vai vir!

Ao longo de vários meses tenho tentado caminhar, mesmo, por vezes, sentindo algo a puxar-me para atrás e a dizer-me ao ouvido “Não pode ser assim… a vida não é isto!”. Mas será que não é mesmo?! Será que não tenho sido um pouco ingénua e crédula demais quando sonhava ainda com a tal felicidade que eu sentia nunca ter tido?! Será que viver não é, também, aceitar aquilo que temos e tentando usufrui-lo da melhor maneira possível?!

É certo que, principalmente enquanto somos novos, desejamos sempre mais e mais da vida, mas hoje reconheço o quanto enganada estava quando achava que alguma coisa poderia mudar!!! O quanto era ingénua, inocente e, até burra, quando acreditava ou queria acreditar que a vida, um dia, iria mudar para mim!!! Hoje reconheço que a não vivi da melhor maneira que, provavelmente, não terei feito as melhores escolhas, mas… com certeza eram aquelas que eu precisava ter vivenciado para aprender a ler nas entrelinhas da vida, nas fases ocultas da vida.

E aqui estou eu a penitenciar-me por tudo aquilo que fiz, por tudo aquilo em que acreditei e, que, como magia, se desvaneceu, se modificou em relação ao que eu ainda pretendia “viver” nesta vida.

Facto é, na verdade, que no Outono da vida (e eu sinto que já lá estou há algum tempo) se inicia uma nova era na vida do ser humano, uma fase de quase espera pelo que o tempo passe e ande, sem conflitos, sem guerras, sem grandes catástrofes humanas, físicas ou sociais, sem grandes dores, sem grandes movimentos repentinos, mas apenas passe, nos deixando aquela sensação de paz e harmonia com o mundo. Esta é a minha esperança pois que ao ter atingido quase meio século de vida é tempo de repensar e com calma tentar usufruir o pouco que se tenha semeado; e aí está: quem fez uma boa sementeira terá uma boa colheita, quem como eu se resignou a semear alguma coisa, colherá o proporcional ao semeado.

Esta é, para mim, a simples razão de “uns terem tudo e outros nada ou muito pouco”!


Sendo assim e porque eu acho ter chegado a essa fase da vida…

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A minha dor escondida...

QUE BOM DEVE SER... SER AMADA PELA PESSOA QUE SE AMA!!!
Se há algo que mexa comigo, é sem dúvida, a ternura, o amor, o carinho e a cumplicidade que une um casal, quer seja um casal hetero ou homossexual, o que importa mesmo é aquilo que liga essas duas pessoas!
Sem dúvida alguma esse é o meu “calcanhar de Aquiles”, o meu trama desta vida, a minha frustração, a minha grande dor!
Acho que já posso falar abertamente desta mágoa pois que a minha idade e o tempo já não me deixarão realizar nada que pudesse superar essa melancolia.
Então, porque não falar abertamente desta dor?
Porque não falar abertamente desta minha frustração?
Porque não assumir que passei esta vida quase em vão?
Porque não admitir que nunca nada disto tive?!
Hoje resolvi virar a mesa e… deitar para fora… esta dor de que muita gente suspeitava, mas pouca gente saberia.
Pois é… esta sempre foi, é e será a dor que toda a vida senti, tive e vivi… a dor de nunca me ter sentido, na realidade, amada, na verdadeira acepção da palavra.

Malice em 14/01/2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Tudo segue o seu caminho!


Porque será
Que nos momentos mais felizes
Alguém tem de aparecer para os estragar?!

Porque será
Que naqueles dias em que a nossa alma ri de felicidade
Alguém vem para estragar essa magia?!

Porque será
Que quando consigo sonhar
Alguém vem para me obrigar a voltar à realidade?!

Porque será
Que quando o meu coração parece estar em paz
Alguém surge apenas para lha retirar?!

Será dívida ou casmurrice
Será engano ou doidice
De alguém que não me consegue ver
De olhar feliz e a rejuvenescer?!

Será karma ou vontade
Teimosia ou insanidade
Para em tristeza continuar
E viver sem vontade de lutar?!


Por vezes chego a ter medo
De tudo o que me rodeia
Que me controla e sujeita
À vida que me falseia

Quero acreditar que ainda vou
Conseguir tudo suportar
Para uma vida bem melhor
E acima de tudo me aconchegar

Aconchegar alma e espírito
Mente e coração
Corpo e vontade
E viver numa doce emoção!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Agradecer aos meus anjos.

Sinto-me feliz
Por dentro
Sinto-me bem
Em paz com a vida
Com o mundo
Tranquila
Apetece-me
Fechar os olhos
Sorrir para o mundo
Agradecer aos meus anjos
Que por mim intercederam
Para que ao meu coração
Voltasse a tranquilidade
E um sorriso do tamanho do mundo
Mas que não se verá
Apenas se sentirá!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Angústia... será?!


Hoje sinto-me preocupada
Um pouco triste até
Sem vontade de dormir
E com uma pequena lágrima
Que teima em descer
Pela cara abaixo

Penso, reflito
Tento descobrir o porquê
Desta sensação
Desta dor no peito
Desta tristeza
Logo agora que tinha decidido
Deixar correr
Deixar voar
Deixar andar
Deixar o tempo trabalhar

Sim, para mim
O tempo também trabalha
Em nós
Nas nossas mágoas
Nas nossas dores
Nas nossas vidas
Deixa correr e verás
Como o tempo trabalha

Pode trabalhar devagar
Bem mais devagarinho
Do que nós quereríamos
Do que nós desejaríamos
Mas trabalha… e bem!

Mas hoje
Estou num daqueles dias
Em que nem o tempo
Nem a vida
Nem os amigos, amigas
(Será que os, as tenho?)

Hoje ponho tudo em duvida
De novo
De vez em quando é assim
Só espero mesmo é que passe
E eu volte a ter mão em mim

Aproximam-se tempos aflitos
Decerto tudo passará
E quando olhar para trás
Apenas terá ficado
Aquela dor de barriga
Que hoje me incomoda e agita
Mas que logo esquecerá

Então se eu sei tudo isto
Porque não me consigo acalmar
Deitando para trás das costas
Esta dor que me corrói
Que me angustia e destrói?!

Queria conseguir acalmar-me
E saber que tudo vai
Correr pelo melhor
E sem pensar no que me dói
Mas algo mais forte que eu
Me fragiliza a todo o momento
E me deixa muito prostrada
E em grande desalento

E se eu conseguisse ter
O tal pensamento positivo
Que todos nós desejamos
Decerto bem melhor ficaria
E o meu mundo tornaria
Bem mais feliz
Do que aquele em que estamos!

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