domingo, 16 de agosto de 2009

Ansiedade?! Quem sabe?!


Por momentos voltei a ficar triste, a sentir-me vazia, sem “eira nem beira”… triste e só, embora… na multidão.
Ando assim há uns dias para cá: desmotivada, triste, sombria, melancólica, deprimida.
Sinto um turbilhão de coisas por resolver à minha volta.
Tudo está enrodilhado na minha vida.
Não sei porque ponta começar... nem como e nem quando.
O meu peito aperta muito, as pernas tremem, as mãos oscilam, os olhos embora estejam a ficar um pouco húmidos, parecem também já não querer deixar soltar as lágrimas.

Toda eu pareço... estar bloqueada. No entanto, tudo em mim parece querer contrariar esta dor.
Toda a minha vida parece ter… terminado... há muito!
E eu, aqui estou, sozinha, sem vontade, sem estímulo, sem coragem, sem vida, sem futuro, sem..., sem..., sem…


Houve tempos em que quis lutar contra tudo, hoje não.
Houve tempos em que ansiei mais, hoje já não.
Houve tempos em que me apetecia fugir … hoje até nem isso já quero.


Então que faço?!...

Acho que vou andando por aqui, à deriva, tal barquinho abandonado no mar; deixando passar o tempo; esperando que as lágrimas se soltem; esperando que algo me faça despertar para a vida!


Quem sabe?!... Pode ser que algo aconteça que me abane e me faça voltar a viver.


Mas, se assim não for, tenho de limitar-me a deixar passar o tempo e ir sobrevivendo com ele, enquanto der e puder.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Reflexão na praia


E, em certo dia, porém
Algo de improvável aconteceu
Surpreendida por alguém
Que meu mundo conheceu

Esperando o dia chegar
Sempre com ele na mente
Passaram horas e dias
E eu sempre esperando gente

E esse dia chegou
E com ele uma certeza
Que na vida nada acontece
Sendo apenas uma surpresa

Tudo trás uma mensagem
Tudo tem um ensinamento
Tudo mostra uma evolução
Não sendo apenas um acontecimento

Na montanha nada muda
Nem mesmo o seu abrigo
Apenas o tempo o trava
Como se fosse um castigo

Tempo, tempo, tempo
Tu nada podes sozinho
Se houver algo mais forte
Nada ficará pelo caminho

E nisso eu quero acreditar
E nisso eu desejo ver
Algo novo vislumbrar
Sem nunca o pensar ter!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Feliz Aniversário, meu filho


É bem verdade, como o tempo passa?!!!
Ainda ontem, porque parece mesmo que foi há pouquinho tempo, esperava pela chegada de uma criança que teimava em não nascer! A findar as 42 semanas de gestação e a vontade do “piolho” não era nenhuma em vir para este mundo!
Será que já sabia que a vida, na sua altura, estaria a atravessar a crise que está?!

Pois, o meu menino que hoje faz 27 aninhos (JÁHHHHHHHHHHHHHHHHHHH?!!!!) levou 3 dias a deixar-se convencer que tinha mesmo de nascer, caso contrário teriam de o obrigar!:(


Mas à última da hora lá se resolveu a sair pelos seus próprios meios e a mostrar o quão lindo era!
Um bebé grande, lindo, muito lindo mesmo! (E olhem que não digo isto por ele ser meu… digo porque era mesmo verdade!... eu fui mãe mais duas vezes e sei o que digo!)


Era tão lindo que, no dia seguinte, andaram a passeá-lo e a mostrá-lo a quem passava por lá aparecia, corredor abaixo corredor acima, enquanto diziam: “Olhem este bebé tão rosadinho! Tão lindo!!!”

… E era mesmo!!!
Então eu, de apenas 20 aninhos, acabadotes de fazer, estava cheia de orgulho no meu rebento!!!...


E assim se deu início a uma nova fase da minha vida… estudante, mulher e mãe.


Se voltasse atrás… o que faria?!... Acho que tudo de novo… porque foi com tudo o que eu fiz, tudo o que eu vivi e senti… que eu aprendi a crescer e a ser a pessoa que sou hoje.


Para o meu filhote… o que desejo?...

Que ele cresça como ser humano e pessoa.

Que aprenda a utilizar as vicissitudes da vida como lições de vida, de aprendizagem e de amor.
Que sempre escolha com o coração e não dê ouvidos aos seus medos, nem ao que os outros desejam para ele… porque a vida é dele e… é para ser vivida por si, não pelos outros.


Happy birthday my dear son. I love you so much!


Tua mamã
Alice

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A minha aldeia

Todos os anos por esta altura a minha pequena aldeia se enche de alegria, de gente, de vida.
Os filhos da terra que há muito se deslocaram dali à procura de uma vida melhor voltam para viver estes dias de pura magia. No entanto, este ano, foi com alguma tristeza que senti a falta de algumas pessoas as quais eu costumava sempre rever por esta altura, quando todos nós nos deslocamos ao recinto dos festejos para ver “o artista”, ir ao baile ou simplesmente para nos reunirmos todos à volta do tão apreciado, pelos homens, Bar da Festa.
Verdade que senti a falta de alguns meus conterrâneos!
Provavelmente, muitas das pessoas talvez pensem que eu não a sinto, mas sinto, ou antes, senti e muito!
Mas, também senti muito outra coisa com a qual todos nós temos de aprender a lidar um dia… se é que algum dia o iremos conseguir fazer?! – A relação tempo/idade.
É duro ver as pessoas que comigo brincaram, saltaram, me agarraram… ou muito velhinhas já ou então já não se encontram por cá!
Os meus colegas de escola também já estão, tal como eu, mais envelhecidos, com mais rugas, com mais “artroses”, mas também com mais sabedoria, mais tacto para as pequenas coisas, mais maduros… bem mais!
E, então quando surge a noite e todos nós nos deslocamos para a festa… que bom é ver todas as pessoas que se dirigem para o mesmo local e se cumprimentam, riem, conversam, enfim, há alegria e muita animação nestes cinco dias!
Nestes dias a minha aldeia fica bonita, alegre e cheia de vida! E como eu gosto de viver nela por esta altura!
A minha pequena aldeia, próxima de Coimbra, torna-se mágica e muito, mas muito bonita!

Até quando?!



O que posso eu fazer para acabar com este sofrimento, toda esta dor, toda esta amargura, toda esta tortura que me flagela volta e meia?!
Como posso eu sair deste cerco que me sufoca e me encarcera tantos dias do ano?!
Que mal eu fiz tão grande assim? Que dívida tão grave é esta?!
Até quando?!
Sinto-me sufocar, sinto-me morrer a cada dia que passa!
Por vezes apetece-me fugir… correr… sumir… desaparecer… mas nem isto eu posso fazer! Algo me prende… algo me agarra… algo me segura!
Até quando?!
Não sei se por muito tempo. Sinto que o tempo foge, me escapa, me passa por entre os dedos.
Até quando?!
Até quando vai continuar este sufoco?!
Até quando?!
Até quando vou aguentar toda esta dor?!
Até quando vou conseguir suportar todo este sofrimento?!
Até quando, meu Deus, até quando?!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

PARABÉNS E MUITAS, MAS MUITAS, FELICIDADES


Parabéns a ti que hoje festejas mais um ano
Mais um aniversário na tua vida
E tu, já pensaste?
Já pensaste se era este tipo de vida que querias?
Que gostarias de viver?
Que gostarias de ter?
Com quem gostarias de estar?
Onde querias viver?
Como sonhavas ser?
Não?! Então?! De que estás à espera?!
Os dias passam
As horas também
O tempo não pára
A vida não muda
Há que fazer algo
Enquanto há tempo,
Tempo para estar
Tempo para viver
Tempo para ser
Aquilo que sonhamos
O que viemos fazer
O que nos propusemos ser
Nesta vida errante
Nesta vida passante
Que sempre irá mudar
Porque…
Quer queiras quer não
O tempo corre
A vida flui
E tudo muda
Tudo se transforma
E nós… como ficamos?!
Já pensaste nisso?!
Então pensa!
Pensa… enquanto é tempo!!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Hoje


Sei que não devia ser assim, mas é algo mais forte que eu!
Dói, mas tem de ser assim… enquanto não se arranja força para definir algo.
Enquanto isso, vai-se caminhando, lentamente, pesarosamente, sem vontade, sem interesse, sem gosto… apenas andando, desandando.
A vida assim… dói, dói muito… se dói!...
Mas há que continuar a viver, a sobreviver… a deixar passar o tempo… e esperar pelo fim dos dias!…
Deus dai-me forças, ajuda-me a continuar a caminhar, sem vacilar, sem dor nem mágoa, sem tristeza mas com perseverança, sem ódio nem rancor, apenas calma, coragem, força e alguma vontade.

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