terça-feira, 9 de março de 2010

A vida me ensinou...


A vida me ensinou
De uma maneira sofrida
Que tudo o que por aqui vai
Nunca se compadece
De gente muito dorida

A vida me ensinou
Com grande dor por sinal
Que mesmo quem nos poderia
Sempre trazer ao de cima
Nos deixa ficar mais mal

A vida me ensinou
Que a dor que eu possa sentir
No abismo do meu coração
De nada interessa a quem
Me tanto poderia acudir

A vida me ensinou
Que a pessoa a quem nos damos
Pensando ser especial
Apenas brincou connosco
Sem imaginar como ficamos

A vida me ensinou
Da pior maneira possível
Que neste mundo nada existe

Que possa contribuir
Para uma vida mais exequível

A vida me ensinou
E continua a ensinar
Que nada nesta vida
Tem o valor desejável
De quem deseja amar

A vida me ensinou
Que amor não existe
Que quem ama não omite
Que quem deseja luta
E quem não luta, desiste

A vida me ensinou
A vivê-la em sofrimento
Em cada dia um fracasso
A cada dia sua tempestade
A cada dia novo desapontamento

A vida me ensinou
Que apenas alguns no mundo
Vêm para ter uma vida
Outros para a viver
E outros para a verem do fundo!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Dor


As horas continuam a passar

E continua a doer

A ausência

A dúvida

O que fazes

O que dizes

Com quem falas

Com quem conversas

A quem dedicas o teu tempo?


Mas tem de ser!

É preciso

Ficar

Assim

É melhor

Para ti, para mim

É o melhor para todos!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vida sofrida



(esta foto é em homenagem a uma GRANDE AMIGA)

Tem dias
Em que o sol deixa de brilhar
Em que o tempo parece parar
Em que eu preferiria morrer
Para de novo voltar a nascer

Tem dias
Em que a esperança acaba
Em que tudo parece doer
Em que a vida deixa de ter sentido
E eu passo os dias a sofrer

Tem dias
Em que o meu limite não existe
Em que a vida nada me diz
Em que tudo se distancia
E eu que me sinto extremamente infeliz

Tem dias
Em que a morte seria
Um enorme escape á vida
Ou então poderia apenas ser
Um alto grau de cobardia

Tem dias
Em que quase não sinto
Não penso, não quero e nem desejo
Continuar a viver
Mas se tudo vai ser igual
De que adiantaria morrer?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Como me sinto!


Doente

Doente é como me sinto

Do corpo

Da alma

Do coração

Da vida



Penso

Penso em ti

Sinto saudade

De quem não a tem de mim



Vida

Que vida, esta que eu tenho

Que me atormenta

E me amargura

A toda a hora



Preciso

Preciso tanto de paz

De amor

De carinho

De mimo



Carente

Sim, carente

É como estou

É como me sinto



É a falta de atenção

A falta de um ombro

A falta de uma mão

A falta de ouvir

A tua voz a dizer meu nome

De sentir o teu cheiro

Que me atordoa e seduz

Que me dá ânimo

E me conduz

A um estado de felicidade

E estabilidade tal

Como se o mundo acabasse

Ali naquele momento

E nada mais importasse!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Triste e só!


Vazia…
Fixo o ecrã
Olhar vago
Distante
Não sei o que procuro
Não sei o que quero
Sinto-me só

Não vejo nada
Não ouço nada
Sinto…
Nada!
Por momentos…
É como se não existisse
É como se não vivesse
É como se não fosse gente
É como se morresse.

Apetece-me fugir
Apetece-me hibernar
Desta vida de… nada
Desta vida de agonia
Desta vida…desleixada

Por vezes penso e acho
Que triste é a minha sina
Que triste foi o meu destino
Aquele que me calhou nesta vida

Já nem escrevo consigo
A força parece fugir
Neste silencio da noite
Apenas se ouve a minha dor
E a minha vontade de desistir

Acho que vou dar tempo ao tempo
Para que ele me possa aconselhar
Se o melhor é mesmo vir embora
Ou ainda por cá continuar
Ainda que apenas a vaguear.

Triste…
Triste e só estou
Triste e só me encontro
Triste e só caminho
E com esta dor me confronto

Triste e só… sempre
Ainda que no meio da multidão
E com as máscaras do leão!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

E o tempo também chorou!


De repente
O mundo caiu-me aos pés
De repente
Veio uma vontade enorme de chorar
De repente
Senti-me sem chão
E uma vontade enorme de te abraçar!

De repente
Faltou-me tudo
De repente
O céu escureceu
De repente
O meu coração apertou
E uma saudade bateu!

De repente
Sinto-me sozinha no meio do nada
De repente
Parece que o céu desabou
De repente
O meu mundo se desvaneceu
E tudo por entre os dedos me escapou!

De repente
Sinto-me vazia
De sentimentos e emoções
Sinto-me a naufragar
Num mar de desilusões

De repente
Sinto-me triste e só
Perdida no meio do nada
Completamente vazia
E completamente destroçada.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

De novo!


Sinto-me adormecida

Por dentro de mim

Sinto-me perdida

No meio do nada

Sinto-me distante

Não sei do quê

Sinto-me só

Sem saber porquê.





Sinto que algo

Em mim se quebrou

Sinto que a vida

Em mim se fechou

Sinto que a dor

A mim regressou

Mas há que fazer algo

Para a vida que assolou.





Quero de novo

Voltar a sorrir

Quero voltar de novo

Não ter de fingir

Que estou bem

Sem ter de agir

Sem ter de continuar

Sempre a mentir.





A cada hora que passa

A minha vida volta

A ir por aquela via

Que parecia tão torta

Não quero isto deixar

Que volte a acontecer

Mas então para isso

Algo vou ter de fazer.

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