terça-feira, 12 de maio de 2009

Acho que...



De repente, voltei a sentir-me em baixo, talvez causado pelas últimas preocupações e angústias.
Verdade, verdadinha, que os últimos dias não têm sido lá muito agradáveis a todos os níveis, mas também eu achava que já começava a estar vacinada contra grandes coisas… afinal… penso que achei mal… que ainda há muita coisa que me magoa muito e me “deita abaixo”.
Estou triste, muito triste, por dentro, embora poucas pessoas se apercebam desse facto.
Acho que, com os anos e o sofrimento e a mágoa, comecei a viver melhor as minhas dores, as minhas saudades, as minhas ânsias, os meus desaires, os meus conflitos interiores e exteriores, os meus devaneios, os meus sonhos, etc.
Hoje, penso e sinto que estou mais madura mas também mais sofrida;
Mais resoluta mas também mais magoada;
Mais ciente, mas também mais crente;
Mais pé no chão, mas com vontade de voar;
Mais compreensiva, mas também mais passiva;
Mais mão estendida, mas também mais introspectiva;
Mais verdadeira, mas também mais comedida;
Mais harmoniosa, mas também mais ciosa.

Pois é, a vida ensinou-me que:
Se eu quiser amor, devo acreditar nele;
Se eu quiser estar bem, devo fazer por o merecer;
Se eu quiser ter uma mão estendida, tenho de ser a primeira a estendê-la;
Se eu quiser ser compreendida, tenho de ser a primeira a compreender.

Mesmo que eu me esqueça disto por segundos, minutos, alguns momentos… logo depois tomo o “norte”, arrepiando caminho e…
Se tiver de pedir desculpa… eu peço;
Se tiver de assumir um erro… eu assumo;
Se tiver de admitir o meu sonho… eu admito;
Se tiver de sentir dor… eu sinto;

Mas…
Se tiver de gritar ao mundo que não menti… eu grito;
Se tiver de dizer que não fui eu… eu digo;
Se tiver de admitir a minha dor… eu admito;
Se tiver de viver o amor… eu vivo.

Porque viver sem sentido, sem dor, sem alegria, sem amor… juro que não tem sabor… e isso eu sei bem o que é... e a amargura que traz e a dor que se sente.

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