quinta-feira, 25 de março de 2010

Esta dor que sinto!

Esta dor que eu sinto
Esta dor que sempre está em mim
Esta dor que nunca passa
Esta dor que me acompanha
Noite e dia
Dia e noite
Esta vontade de ti!



Hoje estou triste… de novo.
Sinto falta de alguém… muita falta!
De alguém que me preenche,
Que me alimenta,
Que me dá vida.
Alguém muito importante para mim!
Mas, o seu coração não me pertence
A sua mente está distante
E eu penso porque isto me acontece
Porque tudo tem de ser assim?!

sábado, 20 de março de 2010

A alguém!


Ai como é bom
Sentir que também estás aí
Que ainda pensas em mim
Que ainda não esqueceste
Tudo aquilo que nos uniu.

Ai como é bom
Sentir que ainda faço parte
Mesmo que muito ínfima
Das tuas preocupações
Do teu sentir e respirar
Da tua força de viver.

Ai como é bom
Poder “ouvir-te” a dizer
Aquilo que te preocupa
Num momento de desilusão
Em que tudo o que querias
Era apenas poder ser…

Pai, marido, profissional
Mas também filho e amante
Excelente amigo e confidente
Que na vida já muito viveu
Apesar do sofrimento
Que o mundo já lhe deu.

Ai como é bom e te agradeço
O carinho que me deste
E o quanto feliz me fizeste
Quando de mim te aproximaste
E a tua mão me estendeste.

Ai como é bom… saber-te aí!

malice em 20/03/10

POESIA

Poesia é...
Sentir
deixar sair
amar
viver
tudo o que se quer dizer.

poesia é...
o fervilhar do meu coração
o bater do meu sentir
a melancolia do saber
e a força do expressar.

poesia é...
ir ao mais profundo do meu ser
poder sorrir e perceber
tudo aquilo que me rodeia
com outros olhos de ver

poesia é...
olhar o mundo de outra forma
senti-la sem lhe mexer
cheirá-la sem cheiro ter
saboreá-la docemente
quando tudo que tenho em mente
vem de dentro do coração

poesia é...
amar aquilo que se vê
que se tem e não se crê
sorrindo na imaginação
de uma profunda saudade
querendo afastar a maldade
e desejando cada vez mais
este mundo de emoção

poesia é...
sentir, amar, falar
desejar, cheirar, sorrir
saborear e tactear
entregar-se sem se entregar
num mundo surreal
de um profundo viver
onde nada é sobrenatural

poesia é...
tudo isto que eu sinto
quando de dentro de mim saltam
palavras e mais palavras
com as quais eu sempre pinto
um quadro de reflexão
sem que eu tenha a noção
pelo caminho que enveredam.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Malmequer, meu malmequer


Malmequer que de selvagem
Tens a alma e não a mente
Trazes toda a liberdade
Que te fica subjacente

Malmequer meu malmequer
Que me trazes tu afinal
Traz-me aquilo que eu perdi
E que sem ele estou tão mal

De selvagem apenas levas
O que os homens nunca te deram
A folhagem desmedida
Mas que dela nada esperam

Malmequer, bem me quer
Muito pouco tudo ou nada
Por favor volta de novo
Não te esqueças da minha chamada

Malmequer meu malmequer
Que em dias secos me sorriste
Traz-me o teu amor e volta
Não me deixes ficar triste

Flor bonita e selvagem
Que presa nunca viverá
Tens a força da verdade
E apenas ela te libertará

Malmequer meu malmequer
Por onde vais desde então
Volta de novo para mim
E segura-te a este chão

Malmequer meu malmequer
Que te espero ardentemente
Quando chegará a hora
De te poder ter presente

Malmequer, meu malmequer!

Tudo tomba à minha volta

Tombam astros na minha vida
Como se de uma constelação se tratasse
Tombam todos os motivos
Pelos quais eu sempre esperasse

Tombam pessoas e coisas
Tombam ventos e vendavais
Tomba tudo tudo tudo
E eu nem sei o que pode tombar mais

Tomba o forte e tomba o fraco
Tomba o amor e a amizade
Tomba a minha vida a cada instante
E também já tombou a minha vontade

Tomba eu e tombas tu
Que de mim te aproximas
Tomba o pobre e tomba o nu
Tomba tudo o que me destinas

Certo certo é eu ficar
Sem sequer o que tombar
Esta minha vida de mulher
Nada tem de aproveitar

Tombam os amigos e os amores
Tombam a minha missão nesta Terra
Tombam vasos tombam flores
Tomba tudo o que a vida me reserva

Tombo eu já sem força
De sequer pedir a mão
Tombas tu quando ma estendes
E tombo eu já sem perdão

E depois de tanto tombo
De que me serve continuar
A viver com estes tombos
Sem força para lutar?!

malice em 18/03/10

quarta-feira, 17 de março de 2010

Grito de desespero


Porquê meu Deus?
Porque sempre deixas que isto aconteça?
Porque não me dás a oportunidade de saber o que é a felicidade?
Porque, meu Deus, não me trazes aquilo de que eu tanto preciso
E continuas a enviar-me aquilo que apenas me vai fazer sofrer?
Porquê, meu Deus? Porquê?

Será que eu não o mereço?
Será que eu não tenho esse direito?
Será que eu sou assim tão horrível que apenas me reservas
A cada dia que passa mais e mais infelicidade?
Porquê, meu Deus? Porquê?

Preciso da tua ajuda
Preciso do teu auxílio
Preciso da tua bondade
E, por favor, tem caridade.

Ajuda-me a encontrar
Ajuda-me a conhecer
Ajuda-me a lutar
Por aquilo que me continua a esquecer.

Por favor, dá-me esse bem
Nem que seja por um momento
Traz-me aquele alguém
Que me tire deste sofrimento.

Já deixei de ter palavras
Já deixei de ter saúde
Já deixei de ter vontade
De por aqui continuar
Mas, por vezes, me pergunto
O que foi que fiz na vida
Para tal infortúnio ter
Para não poder sorrir
E nem saber o que é viver.

Já não consigo sequer ter força
Para continuar a rezar
A pedir e a rogar
Nem quase para chorar

O meu coração rebenta
A minha garganta aperta
Da minha cabeça não sai
Tudo aquilo que me atormenta.

Porquê, meu Deus, porquê?
Que ser humano merece
Tamanha desventura e dor
Tamanha tristeza e abatimento?!
Tu que és um Pai misericordioso
Não me podes deixar continuar
Neste horrivel sofrimento.

Faz-te acreditar por favor
Que um dia ainda serei
Aquele Teu filho feliz
Que para Te agradecer viverei

Dá-me coragem e força
Que elas já começam a faltar
Faz-me saber ainda
O valor do que é amar.

Por favor, meu Deus, me ajuda, por favor.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um aviso especial

Por vezes Deus faz-nos passar pela frente pessoas e casos que nós jamais pensaríamos ver, conhecer e ouvir relatar.
Acho que foi isso que hoje mesmo me aconteceu. Acho que Deus, na sua infinita bondade quis que eu visse e ouvisse algo parecido com o que me poderia acontecer se eu não arrepiar caminho e continuar por uma estrada com muitas curvas e de difícil acesso!
Assim espero que Ele me ajude a desviar e a conseguir contornar o que só mal me poderá trazer, pois também estou crente de que as desvantagens serão bem mais que as vantagens.
Na realidade eu costumo dizer e pensar sempre… NADA ACONTECE POR ACASO, nada mesmo! A cada dia que passa eu vivo mais com essa certeza.

terça-feira, 9 de março de 2010

A vida me ensinou...


A vida me ensinou
De uma maneira sofrida
Que tudo o que por aqui vai
Nunca se compadece
De gente muito dorida

A vida me ensinou
Com grande dor por sinal
Que mesmo quem nos poderia
Sempre trazer ao de cima
Nos deixa ficar mais mal

A vida me ensinou
Que a dor que eu possa sentir
No abismo do meu coração
De nada interessa a quem
Me tanto poderia acudir

A vida me ensinou
Que a pessoa a quem nos damos
Pensando ser especial
Apenas brincou connosco
Sem imaginar como ficamos

A vida me ensinou
Da pior maneira possível
Que neste mundo nada existe

Que possa contribuir
Para uma vida mais exequível

A vida me ensinou
E continua a ensinar
Que nada nesta vida
Tem o valor desejável
De quem deseja amar

A vida me ensinou
Que amor não existe
Que quem ama não omite
Que quem deseja luta
E quem não luta, desiste

A vida me ensinou
A vivê-la em sofrimento
Em cada dia um fracasso
A cada dia sua tempestade
A cada dia novo desapontamento

A vida me ensinou
Que apenas alguns no mundo
Vêm para ter uma vida
Outros para a viver
E outros para a verem do fundo!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Dor


As horas continuam a passar

E continua a doer

A ausência

A dúvida

O que fazes

O que dizes

Com quem falas

Com quem conversas

A quem dedicas o teu tempo?


Mas tem de ser!

É preciso

Ficar

Assim

É melhor

Para ti, para mim

É o melhor para todos!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vida sofrida



(esta foto é em homenagem a uma GRANDE AMIGA)

Tem dias
Em que o sol deixa de brilhar
Em que o tempo parece parar
Em que eu preferiria morrer
Para de novo voltar a nascer

Tem dias
Em que a esperança acaba
Em que tudo parece doer
Em que a vida deixa de ter sentido
E eu passo os dias a sofrer

Tem dias
Em que o meu limite não existe
Em que a vida nada me diz
Em que tudo se distancia
E eu que me sinto extremamente infeliz

Tem dias
Em que a morte seria
Um enorme escape á vida
Ou então poderia apenas ser
Um alto grau de cobardia

Tem dias
Em que quase não sinto
Não penso, não quero e nem desejo
Continuar a viver
Mas se tudo vai ser igual
De que adiantaria morrer?

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