sexta-feira, 19 de março de 2010

Malmequer, meu malmequer


Malmequer que de selvagem
Tens a alma e não a mente
Trazes toda a liberdade
Que te fica subjacente

Malmequer meu malmequer
Que me trazes tu afinal
Traz-me aquilo que eu perdi
E que sem ele estou tão mal

De selvagem apenas levas
O que os homens nunca te deram
A folhagem desmedida
Mas que dela nada esperam

Malmequer, bem me quer
Muito pouco tudo ou nada
Por favor volta de novo
Não te esqueças da minha chamada

Malmequer meu malmequer
Que em dias secos me sorriste
Traz-me o teu amor e volta
Não me deixes ficar triste

Flor bonita e selvagem
Que presa nunca viverá
Tens a força da verdade
E apenas ela te libertará

Malmequer meu malmequer
Por onde vais desde então
Volta de novo para mim
E segura-te a este chão

Malmequer meu malmequer
Que te espero ardentemente
Quando chegará a hora
De te poder ter presente

Malmequer, meu malmequer!

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