segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Dói muito!...

Porque?
Porque sou sempre eu a culpada de tudo o que, de mau, acontece às pessoas mais próximas de mim?!
Porque sou sempre eu a responsável pelo que de mal lhes acontece, ainda que nada saiba ou faça?! Porque?!
Porque?!
Será que ninguém pensa que eu também sofro, também sinto, também penso, também me preocupo e ando aflita?!!
Será que todos acham que não tenho sentimentos nem emoções?!
Será que pensam que eu tenho uma pedra em vez de um coração e uma rocha em vez da cabeça?!
Eu sei que… se tudo isto me acontece é porque o mereço, mas… por vezes… dói tanto! Dói duplamente! Dói porque sinto o mesmo sofrimento, a mesma preocupação que todos os outros e… dói por tudo o que me culpam de seguida!
Às vezes o meu peito parece querer rebentar de tanta dor dentro dele… que estala… que aperta… que dói!
Porque tudo isto?! Porque preciso sofrer tanto?! Porque?! Porque?!... Eu sei que um dia vou ter todas estas respostas… mas que é muito duro passar por tudo isto… e muito mais…
É!!! Muito!!!

sábado, 13 de setembro de 2008

Sem... vontade... de...

Com o início das aulas tenho passado dias inteiros na escola, em reuniões, e não me tem apetecido escrever, mas como me enviaram um poema que eu não conhecia, mas que retrata, fielmente, aquilo que eu sinto e ...desejava... vou colocá-lo aqui...

É um poema de Cora Coralina... e é lindo!!!


"NÃO SEI...

Não sei... se a vida é curta...

Não sei...
Não sei...

se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar."

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Filhos!


Filhos
Dores das nossas dores
Súplicas das nossas súplicas
Amores dos nossos amores
E … coração da nossa vida!

Filhos
Rebento da nossa flor
Espinho do nosso cordão
Que lança felicidade e dor
No amor do coração

Filhos
Alma que nos aproxima
Nos ampara e corrói
Essa nossa dor ínfima
E, meu Deus… como dói!

Filhos
Nossa alegria e tristeza
Nosso amor e desespero
Nosso tudo e nosso nada
Nosso anjo da guarda

Filhos
Meu coração, minha vida
Minha ferida lancinante
Que sangra e cicatriza
Num vaivém incessante

Filhos
Como eu os amo e sofro
Como eu lhes quero e desejo
Tudo o que há de melhor
Num mundo benfazejo


Filhos
Que tanto teria a dizer
Que tanto amor tenho dado
Que tanto me fazem sofrer
Mas sempre estarei a seu lado!

AMO-VOS!

domingo, 7 de setembro de 2008

Coração sofrido!


Há já alguns dias…
Que vivo atormentada
O meu coração apertado
O meu corpo sofrido
Pela dor…
Pela impotência de nada poder fazer
Sorrio, quando me apetece chorar
Falo, quando me apetece calar
Ando, quando me apetece parar.

De dia, meu coração sofre
Em silencio…
De noite, sofre o meu corpo;
O sono não chega…
E quando vem, pela madrugada
Traz pesadelos… horríveis
Que me dilaceram
Que me atormentam
Que me angustiam
Continuando a minha dor.


A dor é muito grande…
O coração aperta e dói
Dói… dói...
Parece uma lança
Que me espeta a toda a hora
Que me fere
Que me magoa…


Preciso fazer algo,
Não posso continuar assim
Mas tanta gente vai sofrer
A tanta gente vai doer
Assim… só dói mesmo, a mim.

Mas, sinto…
Não poder continuar
A esconder
A sofrer
A viver… ou a sobreviver
Amargurada
Atormentada
Aflita
Sofrida
A “matar-me” aos poucos.

A hora aproxima-se
Vou ter que fazer algo
A cabeça dói
O estômago parece rebentar
O meu corpo está sufocado
AiiiiiiiiiH!… dói tanto!

Preciso fazer algo
Preciso agir
O meu corpo já não reage
As lágrimas já caem…

TENHO de fazer algo
PRECISO de fazer algo
Sinto-me ir…
O meu coração desfalece
O meu corpo estremece
De dor… de sofrimento
Não por mim, mas por alguém
Que no meu coração…
Está… bem no centro!


sábado, 6 de setembro de 2008

Preciso de Ti!



Meu Jesus Tu sabes que te amo
Sabes que entendo porque tenho de passar por tudo
Mas, às vezes é tão difícil a minha cruz…
Começo a ter medo… sim medo…
Eu sei que não o devia sentir, mas…
É impossível não o sentir
Não pensar…
Nos tempos que se aproximam
Na tempestade que se avizinha

Maior que um tornado
Maior que um furacão
Maior que uma tempestade,
Vai surgir uma grande desilusão

Por favor ajuda-me.
Por favor dá-me força.
Por favor encaminha-me
Para que eu não esmoreça!

Só tu me podes ajudar,
Só tu me podes ensinar
Como devo agir
Como devo falar
Como devo estar
E como até servir…

Servir de ajuda
Servir de apoio
Servir de conforto
A quem dele precisa
Tu sabes…eu também
Melhor que ninguém!

Em ti confio
Em ti me refugio
Em ti me amparo
Em ti encontro consolo
Só tu és a minha ajuda
A minha companhia
O meu grande tesouro
E a minha sabedoria.
Obrigada, Pai, por estares sempre comigo.


terça-feira, 2 de setembro de 2008

REGRESSO - 01/09/2008


10H - Reunião de todos os funcionários do Agrupamento de Escolas.

Quando cheguei passava cerca de dois minutos das dez horas, mas a maior parte dos meus colegas encontravam-se, ainda, na rua: uns a contar as novidades das férias e outros já "a tremer" por causa das novidades que se avizinham...
Cheguei e disse para todos "BOM ANO", mas de uma maneira que, penso, os deixou surpreendidos porque o desejei de coração, para todos nós.
Devo confessar que, pela primeira vez na minha vida, ao fim de vinte e seis anos de trabalho, desejei voltar à escola, ao meus alunos.
As férias deste ano, sinceramente, não me souberam a nada - parece que nem existiram. Pena! Pelo dinheiro que se gastou!
Entrámos e deu-se, então, início à reunião e, realmente, as novidades são tantas e tão confusas que até o meu próprio "chefe" não as entende muito bem!
Mas de uma coisa eu trouxe a certeza:"VOLTEI A SER ESTAGIÁRIA" - Verdade!!! E eu que, quando acabei o meu estágio do curso, tinha jurado a mim própria que, jamais e por dinheiro algum, voltaria a fazer um estágio!?!
- Pois!!! - Fui bem castigada!
Aí estou eu a fazê-lo e sem me pagarem nada e só para satisfazer a vontade de uma sra que acha que os professores nada fazem.
Pois, pois! Muito eu gostaria de ver aquela senhora e alguns dos seus ajudantes à frente de uma turma heterogénea com três ou quatro crianças que deveriam ter apoio especializado e/ou tarefeira (não o tendo para " poupar" dinheiro), a dar-lhes aulas e mantê-los atentos!
Sabem que mais?! - "MUITO FALA QUEM NÃO SABE O QUE DIZ!"

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