quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cansada

Estou cansada!
Cansada da vida
Cansada de tudo
E de nada
Cansada pela tristeza
Pela frustração
Pela ambiguidade
Do meu coração

Cansada
De ser triste e só
De viver desalentada
De viver com medo
E sempre acorrentada

Acorrentada pelo sentir
Acorrentada pelo viver
Acorrentada ao desamor
E de nunca esquecer
A vida que flutua
No meio do vendaval
De tristeza e desânimo
E sem remediar tal

Quero viver
Quero gritar
Quero saltar
Quero amar

Quero ser água
Ser vento
Ser rio
Chuva no deserto
E dia de Estio

E se um dia poder
Gritar alegremente
Quero dizer a gritar
Que tudo foi um presente
Presente de luz e cor
Presente de vida e amor
Presente nunca esperado
Neste mundo de desamor

E quando isso acontecer
Eu desejo ardentemente
Amar e ser amada
Para me sentir gente

Gente de corpo e alma
Gente de corpo inteiro
Gente que vibra e sente
Com um amor verdadeiro.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Naufrago...

Naufrago à deriva no mar, à espera de uma bóia salvadora que me deite a mão e me traga para terra. Que me sirva de apoio, de conforto, de estímulo para continuar a viver e a sentir-me gente.
Sinto que começo a perder as forças… como se mais nada me restasse a não ser… esperar.
Deixo correr o tempo… já não grito por socorro… já não sinto vontade nem de chamar por ninguém…
O tempo passa… a esperança parece querer escapar-me por entre os dedos… a dor aumenta e… eu sinto-me cada vez mais só e desacompanhada… pela vida… pelo mundo… por tudo.
Sinto que vou naufragar, neste mundo de fugida… onde muito pouco me resta… senão esperar… ainda que sentindo apenas a dor da perda… a dor da ausência… a dor da tristeza sofrida.
E aí continuo… longe de tudo, de todos, do mundo, da vida… longeeeeeeeeeeeee, sempre longeeeeeeeeeeeeeeee, cada vez mais longeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.
Ainda tento gritar, mas já não tenho voz.
Ainda tento chamar, mas a minha voz já não se ouve.
Ainda tento levantar a cabeça, mas ela já pesa imenso.
Ainda tento ter esperança, mas sinto que vai durar pouco mais.
Então, vou deixar-me irrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr…
Quem sabe no último instante alguém me deite a mão e me levante?!
Quem sabe?!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Balanço do Amor


Ah se eu pudesse voltar atrás
Ah se eu pudesse recuar no tempo
Nunca teria acreditado
No amor, e no casamento

Ah se eu pudesse imaginar
Que e o amor não existia
Nunca me teria enamorado
E muito menos me entregaria

Mas como não passo de uma “burra”
Que no amor sempre acredita
Agora, no fim da minha vida
Vejo quão grande foi a desdita

Hoje acredito também
Que há alguns sentimentos
Que são apenas para alguns
Que os usam, como argumentos

Mas outras pessoas como eu
Pela vida passam sem nada
Com tristeza e amargura
E uma dor, desmesurada

E, agora quase no fim
De uma vida, sem o ser
Olho para trás e não vejo
Uma razão para viver

Uma razão que me ligue
A uma vida de amor
Porque esse, eu nunca tive
Mas antes, uma vida de dor

E como o tempo não volta
Antes deixa voar depressa
Páro por aqui e não sinto
Nada mesmo que me convença

De nada do que tive
Eu possa ter saudade
Nem mesmo, uma enorme
E muito bela amizade

Tudo foi sempre “ de fugida”
Que na minha vida aconteceu
Nada de amor verdadeiro
Dos poucos que Deus me deu

Mas se cada um tem
Aquilo que merece
Grande mal, eu já fiz…
Por tudo o que me acontece!

sábado, 11 de abril de 2009

Quero-te dizer, meu amor!


Quero-te dizer meu amor
Que contigo sonho “viver”
Que contigo sonho estar
Que contigo sonho amar
Por toda a eternidade

Quero-te dizer meu amor
Que contigo voltei a sonhar
Contigo voltei a amar
E voltei a desejar
Ter alguém a quem me dar

Quero-te dizer meu amor
Que contigo aprendi
A de novo sentir o pulsar
Do coração a bater
Por alguém a quem amar

Quero-te dizer meu amor
Que contigo espero sentir
O desejo desenfreado
E o bater acelerado
De um coração a emergir

Acordado para o amor
Acordado para o sentir
Acordado para ver
Aquele homem que amo
E que tanto desejo ter!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Folhinha desprotegida

Ando sem vontade de falar, de estar, de ouvir, de pensar, de querer, de desejar, de sorrir, de caminhar, de dizer... o que me vai na alma.
Apetece-me deixar ir, escorregar, fluir, deslizar, sentir e... boiar.
Ao sabor da maré, ao sabor do vento, ao sabor da brisa e ao sabor do que vier.
Folha seca perdida no meio de um vendaval... de emoções, de sentimentos, de condições e até de sofrimentos.
Deixada ao abandono por alguém que se esqueceu da folhinha colhida num qualquer jardim de sofrimentos depois de jogada ao monte de outras tantas folhas caídas ao chão por uma tempestade de emoções e desconfortos.
Folhinha perdida e logo colhida para que não fosse estragada ou mesmo transformada numa pasta de amargura. Mas agora anos passados, e outros resgatados, esta folhinha volta, de novo, ao monte das desprotegidas.
E, desta vez, quem sabe, vem para ficar e, desta vez secar e, fazer parte da pasta da desilusão e sofrimento?!
Mas, quem sabe, no momento zero, outra mão venha e agarre aquela folhinha desprotegida para a, de novo, salvar?!

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